O que deveria ser um procedimento cirúrgico simples acabou se tornando uma sequência de possíveis falhas e omissões graves, no dia 27 de maio no Hospital Regional de Extrema.
Uma menina de apenas quatro anos, residente do distrito de Nova Califórnia, foi internada para uma cirurgia de hérnia inguinal e acabou em estado crítico, precisando ser transferida às pressas para outro estado. O caso levanta questionamentos sérios sobre a conduta médica e a capacidade do hospital regional de Extrema em cumprir com o seu papel de salvar vidas.
A paciente, cuja identidade será preservada nessa reportagem, foi internada no Hospital Regional de Extrema no dia 26 de maio. No dia seguinte, foi levada ao centro cirúrgico. Mas, durante o procedimento, segundo apontado em documentos, houve uma possível falha na anestesia, pois, a paciente SE MEXEU durante a incisão e apresentou episódios de dessaturação.
A cirurgia TEVE que ser suspensa, cerca de 1 hora após ter sido iniciada. O estado da criança, porém, piorou drasticamente.
Registros relatam ainda que a criança teve uma parada cardiorrespiratória após complicações na anestesia. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a paciente estava em estado grave, rebaixada, e sem suporte de ventilação mecânica adequado, o que era incompatível com a sua condição clínica naquele momento.
Profissionais que atuam na unidade hospitalar, apontam condutas questionáveis do anestesista responsável.
Ele teria realizado múltiplas trocas de tubo endotraqueal e se recusado a aceitar a necessidade de transferência da paciente, mesmo após a parada cardíaca. A decisão pela regulação e transferência da criança aconteceu SOMENTE quase 10 horas após a intercorrência que interrompeu a cirurgia.
- O que explica a demora na transferência da paciente para uma unidade com maior suporte?
- Por que a ventilação mecânica adequada não foi iniciada imediatamente, como orientado, segundo consta em documentos?
- O que justifica o anestesista ter realizado as várias trocas de tubo na paciente, conforme apontado em documentos?
- Qual a justificativa para a permanência prolongada da paciente mesmo em estado crítico?
Quando finalmente a pequena paciente foi transferida para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco, por volta das 19:30, no trajeto ela voltou a ter complicações que exigiram novamente ser entubada.
O caso expõe fragilidades na rede pública de saúde do estado, principalmente em relação à Ponta do Abunã, e levanta a necessidade urgente de apuração rigorosa. Afinal, quem responde quando um procedimento simples ACABAR terminando em risco de morte?
A reportagem tentou contato com os pais da criança, que se limitaram em dizer somente que a criança continua no hospital, e que no momento, não estão em condições de falar sobre o que aconteceu. Contudo, informações preliminares indicam que o estado da criança no momento é vegetativo.
Fica em aberto, o espaço para que a secretaria de estado da saúde se pronuncie a respeito.
Fonte: O ESTADO
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