Uma tragédia que ceifou a vida de uma criança de 4 anos, em uma propriedade rural do distrito de Vista Alegre do Abunã, no final da tarde desta última terça-feira, dia 22, evidenciou, mais uma vez, a precariedade no atendimento de urgência no posto de saúde local. De acordo com relatos de pessoas próximas aos familiares, a criança estava na companhia da avó e de uma tia que tocavam os bezerros no pasto, quando um dos animais acabou dando um coice que atingiu o tórax da criança.
Quando os familiares chegaram com a criança na unidade de saúde, por volta das 18:30, não havia nenhum profissional de saúde presente para realizar os primeiros socorros. Mensagens trocadas entre moradores e a diretora do posto reforçam o desespero dos familiares, que encontraram apenas um guarda no local. Segundo os relatos, a ambulância teria se deslocado a outro distrito para buscar uma enfermeira que tiraria plantão à noite; a diretora porém, afirmou que: A ambulância tinha ido socorrer um paciente na Vila Marmelo, “tenho mensagens e ligações da esposa do mesmo que comprovam“, finalizou a diretora.
Por fim, foi justamente nesse período sem cobertura de atendimento, que, pela segunda vez este mês, foram registrados casos em que a falta de profissionais geraram revolta.
No caso de ontem (terça-feira, dia 22), segundo relatos, a criança já chegou sem vida à unidade de saúde. “Se esse menino tivesse 1% de chance de vida? não tinha ninguém para prestar os primeiros socorros”, desabafa uma moradora em uma das mensagens.
A diretora da unidade, afirma que esteve no local com a médica e que prestaram atendimento à criança e à família. No entanto, os registros de conversa mostram divergência nas versões, com moradores apontando que a médica só chegou depois que a criança já havia sido levada à farmácia por conta própria dos familiares.
A situação lamentável escancara um problema antigo enfrentado por Vista Alegre: a ausência de atendimento médico de urgência 24 horas. O episódio trágico reforça o clamor da população por providências imediatas por parte da Secretaria Municipal de Saúde, que precisa garantir que vidas não continuem sendo perdidas por negligência do sistema público de saúde.
RELATO DA DIRETORA DA UNIDADE: Não temos atendimento médico de plantão, como todos sabem, porém liguei para médica que estava na academia ao lado da unidade. Quando liguei para avisar que a médica viria, quando a criança chegar, pois até o momento não haviam chegado, estavam em trajeto ainda. Quando retornei para avisar que a médica iria fazer o atendimento, o vigilante avisou que eles já haviam passado e ido a farmácia, no mesmo momento fui em todas as farmácias em busca da família, porém não os encontrei, desci para a unidade na esperança de que eles retornariam, e retornaram, a médica já estava a caminho da academia para unidade e pedi para que deitassem a criança na maca, porém, perguntamos se a criança havia tido alguma reação depois que a encontraram, a família disse que desde o momento que o encontraram ele já não expressava reações, a mãe disse que no trajeto ele vinha cada vez mas gelada e roxa.
Dra segundo o diagnóstico, havia mais de uma hora provavelmente que ele teria vindo a óbito.
Prestamos todo o suporte pois a família estava muito abalada, solicitamos a PM, vieram a unidade juntamente com a civil, fizemos a notificação do óbito e aguardamos o IML.
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